segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mar em Fúria



Turbilhão de emoções
Vento forte, lindo horizonte
Busco agora o fogo da paixão
Não bebo mais amor da fonte.

O que dizem da paixão?
Que ela antecede o amor
Pergunto o que será do desejo
Quando acabar seu ardor.

Amor sereno, amor discreto
Suave amor, amor maduro
Tantos adjetivos para esconder
Aquilo que acaba obscuro

Compara a paixão ao mar em fúria,
Forte, louco, avassalador.
O que seria dos corpos sem luxuria
Sem água, suor, fervor.

Busca desmedida pelo sentir
Ânsia louca ao ver-te passar
Pressa ardente a me consumir
Morro, se apenas me olhar...

Lábios que se movem a ti,
Como a onda que beija a praia
Boca ardente a me consumir,
Como um corpo que cai, desmaia...

Olhos que se fecham para o toque
Pele que enrijece de prazer,
Boca que se abre para a morte
Pressa, em desfalecer...

Perfume do desejo insaciável
Alucino ao sentir teu cheiro,
Química perfeita inexplicável
Entrego-me sem pudor, inteiro.

Dança frenética, inexorável
Ritmo, corpo e mente
Horizonte azul inexplicável
Céu de barro, pele fervente.

Tempestade de desejos
Corpo em fúria a querer
Saciedade nos teus beijos
Alucinações de prazer.

Depois de tudo a calmaria
O doce balanço do mar,
Suavemente o corpo desliza
Esperando nova tempestade chegar...


de Márcia Noronha

por correio eletrônico

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