domingo, 5 de julho de 2009

Impotência



No meu telhado posso ouvir a chuva que cai amiga,

Suave, mansa, pura e gentil.

Na minha alma aflita ela chega como um bálsamo.

Como doi essa dor de amar, meu Deus!

Minha dor é tanta que não tenho lágrimas,

Meus olhos não podem derramar um pranto no qual eu insisto em não acreditar.

Terei que renunciar tudo o que sinto por você.

Terei que esquecer a música da sua voz.

Terei que esquecer como é lindo o seu sorriso depois do amor.

Estou inerte. Anestesiada.

Assisto ao meu filme e fico imóvel.

O Criador me diz: Luz, Câmera...

Eu digo: sem ação.

O tempo arrasta-se lentamente,

Está tranqüilo como a chuva,

Apenas meu coração tem pressa,

Apenas minha alma está aflita e sem lugar.

Isso não pode ser verdade...

Sinto vontade de saber onde você está.

Sinto que a verdade pode demorar aparecer.

De novo fico estática, impotente,

E assisto minha história de terror.

Choro por minha história de amor.

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