domingo, 5 de julho de 2009

Fragmentos de amor



Quanto tempo ainda nos resta?

Quantos sonhos ainda poderemos sonhar?

Quantos momentos felizes teremos?

Quanto custa a nossa esperança?

Neste momento em que tudo parece obscuro,

Há obstáculos, barreiras intransponíveis.

É um despertar assustador,

As luzes se apagam.

Quanto ainda tenho daquela que fui?

Em quantos pedaços me fragmentei?

O que restou de mim?

O que sou agora?

Sinto no ar todo desespero,

Ouço vozes que ecoam em meu peito,

Analiso o meu jogo e minhas cartas,

Planejo uma estratégia vitoriosa.

Meu coração monta o quebra-cabeça,

E em cada peça adicionada

A certeza de que nada é definitivo.

As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios,

fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar,

mas se não fossem elas,

não haveriam viagens nem aventuras

nem novas descobertas

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