domingo, 5 de julho de 2009

Despedida



Que vontade de gritar meu Deus!

Que vontade imensa de corrigir todos os meus erros,

De mudar a direção das águas,

De consertar o que se quebrou.

Dói perder o sentido das ações,

Ver que todo trabalho foi em vão.

Machuca bater de frente com a fria realidade,

Com valores alienados.

Apunhala o coração a solidão,

Reúno toda força que me resta para não desabar.

Não sei como me refazer depois da avalanche,

Despojada de armas, sem ressentimentos,

Preciso lutar e sentir que ainda sou forte.

Preciso me apoiar nos fragmentos de um sonho bom que ousei sonhar.

Tenho confiança que o sol voltará a brilhar.

A vida brotará outra vez em mim?

Vou mentir pro meu coração,

Vou fingir que acredito,

Vou viver

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