terça-feira, 28 de julho de 2009

Abraçados




Abraçados, corpos nús,
Apertados, se transpassam
Visíveis à meia luz,
E seus ólhos se fecham.

Todos os sentidos, de vez
Se fundem num só sentido,
Vislumbram um átimo de céus
Neste amor endoidecido.

Momentos de eternidade,
Sublimes de dor que goza
Prazer incomensurável
De gêmeas almas afins.

E neste vai-vem galopante
Se perdem além do infinito
E se descobrem, molhados de amor,
Por um murmurante grito.

Poema do amigo poeta Jarossi

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