sexta-feira, 31 de julho de 2009

Noite gelada






Inverno ...
A noite, abruptamente apressada
Abocanha o tênue fiapo do dia moribundo,
Que vencido se entrega aos seus goles vorazes.
Esta, vaidosa e prepotente
Nos domínios da vida, escurece.
Apesar do seu frio lancinante
Quegelam almas e sentimentos
Nos apetece a visão estonteante
De galáxias cintilantes.
Tem a magia ainda que, instantes
Aflorar nossos sonhos, fantasias.
Meu corpo gelado, tiritante
Inconscientemente te deseja
Envolvendo-me de amor
Que do ardor me aquece.
E esta profusão de sentimentos
Me esquece a distância
E o teu amor me basta.

jarossi

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Floresta virgem




Adentrei na floresta dos meus sonhos.
A mais bela árvore que encontrei
Verdejante, exuberante, era você.
Árvore do fruto proibido
Para todos, não para mim.
Floresta de chão umedecido,
Tantas folhas de um tempo esquecido
Amontoadas, apodrecidas
No chão não maculado.
Árvore que aspiro, ansioso
Dos teus ares, teus perfumes.
Meus ciúmes tocam suas folhas
E brincam em teus galhos
E, abraçando o teu tronco
Me sirvo da seiva do teu pudor.

Por: Jarossi

Amor nas nuvens





Contemplo-te, maravilhosa
Neste belo céu azul,
Deitada em nuvem branca
Enfeitada, cor-de-rosa.


Sol, afaste teus rais de luz
Da face do meu amor,
E não derreta esta nuvem
Prá não fugir minha amada.


Quando chegar a noite,
Teu brilho próprio te mostra
Mais bela que a própria lua,
E eu choro da minha rua.


Desejo morrer de amor`
Prá subir até você,
Enquanto vivo está longe
Tua alma da minha dor.

Por: Jarossi

terça-feira, 28 de julho de 2009

A àguia que habita em mim



Sinto me uma águia ultrapassando fronteiras,
deslizando entre o céu, sem limites,
sem barreiras.

Sou a águia sorrateira,
de voo rasante
de garras afiadas,
a rainhadas alturas,
impiedosa e guerreira.

Águia eu sei que sou...
Nos confins das tardes ,
sou a ave cobiçada,
de olhar fascinante,
que voa alto ,
e não pode ser
alcançada.

Sou a águia audaz, de olhar esperto,
penetrante e disperso guiada pelo destino
carrego em meu peito um coração partido,
mas consciente da minha grande liberdade.

Águia de aço eu sou,
livre ,
amiga,
feliz,
mulher!

Abraçados




Abraçados, corpos nús,
Apertados, se transpassam
Visíveis à meia luz,
E seus ólhos se fecham.

Todos os sentidos, de vez
Se fundem num só sentido,
Vislumbram um átimo de céus
Neste amor endoidecido.

Momentos de eternidade,
Sublimes de dor que goza
Prazer incomensurável
De gêmeas almas afins.

E neste vai-vem galopante
Se perdem além do infinito
E se descobrem, molhados de amor,
Por um murmurante grito.

Poema do amigo poeta Jarossi

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Voem, versos meus, voem!




"Voe... verso meu voe!


Siga a liberdade e sinta o sabor do vento...

Eu não penso

No que sinto,

eu apenas sinto e escrevo.

Sei que as palavras
São sabias ...

Expressam o sentimento agrilhoado

E hoje a brisa me leva

A lugares onde minhas
palavras não se fazem presente

por simples arrogancia...

Meus versos são uma forma
Proibida, mas arrisco-me.


E assim escrevo sobre esse amor e
Sopro meus versos de amor até você.

Sem esquecer de você

Como te esquecer
se esse meu querer
alimenta meu corpo
e só me dá prazer?

Esquecer de mim
pra lembrar você?

Do seu jeito gostoso
desperta o meu querer
pra esse amor ardente
só me dá prazer;
esqueço de mim
me perco em você,
viver o encanto
germinar,
ser verbo
fazer-nos carne,
"pecado",
fruto e semente.
Só me dá prazer
embriagues e paixão,
Esquecer de mim
omitindo solidão
prá lembrar de você
que habita meu coração.

Em ti...



Descanso em ti
num súdito passado
alheio às lembranças
fluentes do porvir,
preposto ao pecado
indutor às certezas
redentoras do convir.

Excede o pensamento
refugiado no seblante
corrosivo no lamento
aparatado a virtude
coesa do quebranto,
refutado no sorrir,
profundo e inocente
à verdade alusiva.

Presuposto almejo
de candura e amor,
afável ao desejo,
tutela veraz
quebranto qual encanto
fecundo primaz
lenitivo sedutor.

Como nasce um poema de amor?




Do sentimento,

do amor proibido,

do amor sentido,

do amor ardente,

da impotencia,

Da dor,

São
Palavras nascidas


Das profundezas do eu .

Da obscuridade do ser


Em contraste com o brilho da Lua.

São

Palavras com suave aroma de cio


De suaves imagens guardadas


No coração.

São
Palavras que brotam vindas do nada

Num dia de Sol ou de chuva,

num dia quente ou frio,

puras como as ondas do mar.


Nascem doces

Chegam

De mansinho.


Ah! Inspiração !

Que invade o meu coração


De palavras dançantes.


Todas elas


tão doces e tão


De mansinho.

Palavras de dor são estas


Infelizes, mas, bem vindas
Marcam uma realidade.

Devo seguir em frente
Enfrentar este caminho que se abre

Um desvio da felicidade

Porem, um atalho para a paz


Talvez para um futuro

Mais fácil

Contudo…


Espero


Desejo


Que tudo melhore


E que as palavras jamais me abandonem


Minhas eternas confidentes.

Meus versos proibidos

de um amor jamis sonhado.

Obras da natureza




Eu vou fazer um pedido

Para a Mãe Natureza,

Que presenteou-me

Com a sua beleza!


O meu pedido é

Para que os ventos

Sussurem em seus ouvidos,

Os mais belos pensamentos...


Belas paisagens,

A natureza há de criar.

Obras tão singelas,

Que nos levam a amar!


Também peço a mágica

De flores se abrindo,

Que trazem tanta ternura

Quanto ver-te sorrindo...


Não poderia deixar de pedir

Todo o brilho de um luar...

Que encanta e faz sorrir

Como seu fascinante olhar!


Belas paisagens

A natureza há de criar.

Obras tão singelas,

Que nos levam a amar!


Mas tudo isso que pedi,

Eu trocaria num instante,

Se a natureza realizar-me esse,

Que é o mais importante...


Eu peço a obra mais perfeita

Que ela ousou fazer...

Não existe tão bonita,

Essa obra é você!


Ventos sussurando...

O despertar de uma flor.

Nada disso faz sentido,

Se eu não tiver o seu amor!


Belas paisagens

A natureza há de criar.

Obras tão singelas,

Que nos levam a amar!

Marcelo Portela

TUDO DE FLOR




E tinha algo de flor
Porque trazia
do jardim o perfume
das pétalas, o toque delicado
de mãos macias
um sorriso de gotas
de orvalho transpassadas
pela luz de primeiro raio de sol
E tinha algo de flor
No olhar de menina
que tem medo de escuro
não pela escuridão em si
mas de estar sozinha
quando apagarem as luzes
E tinha algo de flor
Nos cabelos que modelavam
sutilmente um rosto
de traços marcantes
nas formas singelas
de seus ombros desnudos
fazendo-me imaginar

a nudez de sua alma
Ao se tocar pele tão tenra
é possível prever o que está por vir:
O inimaginável
E tinha algo de flor
Mesmo na luta
mesmo em conflitos tão eternos
mesmo em cotidiana labuta
Tinha e sempre terá TUDO de flor






Rodrigo Carvalho Lucas de Freitas

quinta-feira, 16 de julho de 2009

SEUS OLHOS




Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, de vivo luzir,
Estrelas incertas, que as águas dormentes do mar vão ferir;
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, têm meiga expressão,
Mais doce que a brisa, mais doce que o nauta de noite cantando,
Mais doce que a flauta quebrando a solidão.

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, de vivo luzir,
São meigos infantes, gentis, engraçados brincando a sorrir.
São meigos infantes, brincando, saltando em jogo infantil.
Inquietos, travessos; — causando tormento,
Com beijos nos pagam a dor de um momento,
Com modo gentil.

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, assim é que são;
Às vezes luzindo, serenos, tranqüilos, às vezes vulcão!
Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco, tão frouxo brilhar,
Que a mim me parece que o ar lhes falece,
E os olhos tão meigos, que o pranto umedece
Me fazem chorar.

Assim lindo infante, que dorme tranqüilo, desperta a chorar;
E mudo e sisudo, cismando mil coisas, não pensa — a pensar.
Nas almas tão puras da virgem, do infante, às vezes do céu
Cai doce harmonia duma harpa celeste,
Um vago desejo; e a mente se veste
De pranto com um véu.

Quer sejam saudades, quer sejam desejos da pátria melhor;
Eu amo seus olhos que choram em causa um pranto sem dor.
Eu amo seus olhos tão negros, tão puros, de vivo fulgor;
Seus olhos que exprimem tão doce harmonia,
Que falam de amores com tanta poesia, com tanto pudor.
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, assim é que são;
Eu amo esses olhos que falam de amores
Com tanta paixão.


Gonçalves Dias

Amante e sua amada.




Assim falou, um dia, o Amante à sua Amada:
"- Não quer você seguir, comigo, a mesma estrada?

"E Ela disse: "- E se for uma grande subida
para enfrentarmos, os dois, durante toda a vida?"

"Não temas a subida" - então diz-lhe o Amante,"pois o
amor nos transporta em sua asa possante."

Mas a Amada persiste: "E se houver muito espinho e muita
pedra aguda, ao longo do caminho?"

E ele responde: "Espinho e pedra viram flor
quando existe no peito um grande, imenso Amor."

"E se a noite chegar, deixando tudo escuro",
- diz ela - "como achar a trilha do futuro?"

"Sossegue!... A minha vida, unida sempre à tua,será
brilho de sol, será clarão de lua!"

Mas ela insiste: "E o frio?... a neve em vez de orvalho
e a gente a caminhar sem agasalho?"

"Querida, o nosso Amor" - diz ele - "é chama ardente que
sempre há de aquecer a existência da gente!"

"E se chegar um dia a fome, em mau momento e a vida nos
negar o trigo do sustento?"

"Cavaremos a terra os dois juntos, então,
para plantar o Amor que é trigo, fruto e pão!"

"E se formos, depois, por um grande deserto,
uma região sem água alguma longe ou perto?"

Mas ele dizia: "Querida, a vida de quem ama,
é fonte de onde a água, em ondas se derrama"

"E se o Amor acabar?..." a Amada então hesita..."que nos
vai suceder em tamanha desdita?"

"Querida, o Amor não morre, o Amor é puro e terno,porque
o Amor é Deus e o grande Deus é eterno!

Não, o Amor não acaba..." o amante respondeu..."se todo
Amor for grande assim como este meu.

Ele só acabará quando o sol apagar e não houver mais
água alguma em todo o mar!"

E ele estendeu a mão, assim como proposta
e ela lhe deu a sua, assim como resposta...

E sorrindo, o bom Deus, que tudo estava a olhar, pôs mais
chamas no sol e mais águas no mar...

"Lembre-se de que a primeira pessoa que você precisa
acreditar no que diz é você mesmo."

AMOR




Eu poderia falar as línguas dos homens, e até a dos anjos,
mas se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o barulho
do gongo ou o som do sino.
Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento,
entender todos os segredos, e ter toda a fé necessária para tirar as montanhas
de seus lugares;
Mas se não tivesse amor, eu não seria nada.
Poderia dar tudo o que tenho, e até entregar o meu corpo para ser queimado;
Mas se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.
O amor é paciente e bondoso.
O amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.
Não é grosseiro, nem egoísta.
Não se irrita, nem fica magoado.
O amor não se alegra com o mal dos outros, e sim com a verdade.
O amor nunca desanima, mas suporta tudo com fé, esperança e paciência
O amor é eterno.

I Coríntios 13.1-8,13

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Insegurança



Temo perder você,

Não só por que você é especial.

Mas, por que a seu lado me sinto totalmente feliz.

Tenho medo de não ter suas mãos entrelaçadas as minhas,

Não possuir seu corpo que é o meu oásis,

Temo não ouvir sua voz suave dizendo:

Eu também te amo!

Temo acordar de repente desse sonho lindo,

Temo não suportar a dor de viver sem o seu amor,

Temo não conseguir respirar,

Temo não encontrar motivos para lutar e viver.

Por que fui deixar a correnteza me arrastar?

Agora, só você poderá ser o meu amor para sempre.

Lamento



Agora é madrugada e eu espero o dia,

Estou completamente só nesta noite linda,

Lá fora, não existe nada além do silencio.

Ouço uma canção que fala da saudade que sinto.

Escrevo, por que é a única forma de lhe dizer desse amor que sinto.

Não sei por que insisto.

Estou perdida

A cada instante nova confusão acontece dentro desse coração assustado,

Já não sei quem sou,

Não sei quem é dono de mim.

Não sei se vale o meu querer,

Não sei se vale a opinião das pessoas...

Os valores de uma sociedade hipócrita...

Ou a verdade do meu amor por você.

Sei que nosso amor é proibido, condenado,

Sei que se eu tivesse escolha não teria me apaixonado assim.

E nem você que é tão firme conseguiu trancar as portas do seu coração,

O que nos resta é a luzinha no fim do túnel
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