segunda-feira, 22 de junho de 2009

Veredas estranhas




O destino me separa de você,
Nossos caminhos não se cruzam,
Caminhamos lado a lado,
Mas, em ponto algum há interseção.

Parece que movem céus e terras,
Todas as forças nos afastam,
Tenho você ao alcance das mãos
E dentro do coração.

Cada dia nosso é mais um ato de coragem do que de amor.
Em cada raio de sol há esperança,
Com a chuva vem a saudade...
Desse tempo que nunca houve. Houve?

Sou terra, você é rio,
Passa por mim, entre meu leito,
Percorre toda caminhada,
Mas, seu tempo é esse não pode parar.

Deságua no mar o amor que é meu,
Conhece caminhos que desejei lhe mostrar,
E em segredo sonha meus sonhos,
Rouba-me a chance de amar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ocorreu um erro neste gadget