terça-feira, 30 de junho de 2009

Coração Abobalhado



Vibra em meu peito um coração,

Abobalhado,

Pensando que um rei!

Vendo por fora do peito,

Parece que nem está lá,

Mas ele comanda meus sonhos,

Tira-me o sono,

Faz-me escrava de amar.

Eu, pobrezinha, manipulada,

Por este tirano vil,

Saio por aí, vejo o amor a toda hora,

Em qualquer lugar onde eu esteja.

Como é gostoso amar sem respeitar limites!

Como é bom perder o rumo! Desnortear!

Eu amo aquele que passa,

E noto sua pressa,

Passa por mim tão de repente,

Não percebe que morro de amar.

Mulher


A seiva da vida escorre por ti,

Você é o porto seguro de chegada,

Você é o alimento primeiro e o último aconchego,

A serenidade e o amor.

Em versos e prosa o mundo é seu,

Não por doação ou ilusão,

Mas pelo mérito da luta de quem acredita

E precisa manter o seu espaço.

Você domina o céu e a terra,

Com coragem,

Determinação,

Ação,

Proteção,

Com a bravura dos animais,

Com a doçura dos sábios.

Em você, o princípio e o fim,

Por você move se o mundo,

A cobiça, a ganância e o poder,

E em ti se apagam as chamas.



Meu Doce pesadelo


Se eu seu caminho eu pudesse ir,

Iria despida de armas,

Levaria meus projetos e alguns sonhos que tenho.

Levaria comigo o desejo

Embrulhado para presente

E em noites de lua cheia mostraria a você com carinho.

Mandaria buscar mil estrelas

Que perfiladas enfeitariam cada fantasia,

Seriam testemunhas do brilho que vem do nosso amor,

Talvez, encantadas, adormeceriam.

No ar haveria várias fragrâncias,

Não essas fabricadas,

Mas, simplesmente a essência do homem, da terra e do cio.

Se em seu caminho eu pudesse ir,

Seria a dona do mundo,

Teria o dom de voar.

Vida



Nasce o dia!

Recomeça o brilho do sol.

Renasce a esperança daquele que chora,

Latejam novamente os corações aflitos.

A sorte abençoa alguns,

A dor retoma seu lugar,

A felicidade invade seus escolhidos,

A morte ronda suas vítimas.

O amor percorre seus estranhos caminhos,

A saudade apunhala os que estão distantes,

A aflição cresce dentro do peito de quem espera o veredicto,

O riso se estampa na face do que alcançou a paz.

A incerteza domina aqueles que amam em segredo,

O desespero invade o coração da mãe que procura seu filho,

A impotência magoa alguns valentes,

A revolta impulsiona quem perdeu seu irmão.

A fé visita o coração dos escolhidos de Deus.

È mais um dia!

Apenas mais um dia!

Um dia ou um açoite?

Um dia e depois outra noite.

Meu ofício é amar



É irreal viver alucinadamente,

É mágico viver com garra e coragem,

Tudo parece fora do lugar,

Nada me parece normal.

Estou a mercê da sorte,

Debatendo-me na frieza,

Ralando-me , ferindo-me,

Sonhando que estou vivendo o dom do amor.

É tão fácil destruir os castelos que tenho,

São tão frágeis e tão singelos,

Podem passar anos adormecidos no peito

Mas, com um simples gesto se quebram.

Isso eu não quero ver. Fecho os olhos:

Mil pedaços se espalham pelo ar,

Mil cores se misturam,

Mil maneiras de viver,

Mil maneiras de se matar

segunda-feira, 29 de junho de 2009

caruso - Lucio Dalla




Qui dove il mare luccica,
E tira forte il vento
Sulla vecchia terrazza
Davanti al golfo di surriento
Uno uomo abbracia una ragazza
Dopo che aveva pianto
Poi si schiarisce la voce,
E ricomincia il canto

Te voglio bene assai
Ma tanto tanto bene sai
É una catena ormai
Che scioglie il sangue tinto vene sai...

Vide le luci in mezzo al mare,
Penso alle notti là in america
Ma erano solo le lampare
E la bianca scia di un'elica
Senti il dolore nella musica,
E si alzo dal pianoforte
Ma quando vide uscire
La luna da una nuvola,
Gli sembro piu dolce anche la morte
Guardò negli occhi la ragazza,
Quegli occhi verdi come il mare
Poi all'improvviso usci una lacrima
E lui credette di affogare

Te voglio bene assai
Ma tanto tanto bene sai
É una catena ormai
Che scioglie il sangue tinto vene sai

Potenza della lirica,
Dove ogni dramma è un falso
Che con un po' di trucco e con la mimica
Puoi diventare un altro
Ma due occhi che ti guardano,
Cosi vicine e veri
Ti fan scordare le parole,...
Confondono i pensieri
Cosi diventa tutto piccolo,
Anche le notti là in america
Ti volti e vedi la tua vita,
Dietro la scia di un'elica
Ma si, è la vita che finisce,
E non ci penso poi tanto
Anzi, si sentiva gia felice,
E ricomincio il suo canto

Te voglio bene assai
Ma tanto tanto bene sai
É una catena ormai
Che scioglie il sangue tinto vene sai

Oficio de amar



É irreal viver alucinadamente,

É mágico viver com garra e coragem,

Tudo parece fora do lugar,

Nada me parece normal.

Estou a mercê da sorte,

Debatendo-me na frieza,

Ralando-me , ferindo-me,

Sonhando que estou vivendo o dom do amor.

É tão fácil destruir os castelos que tenho,

São tão frágeis e tão singelos,

Podem passar anos adormecidos no peito

Mas, com um simples gesto se quebram.

Isso eu não quero ver. Fecho os olhos:

Mil pedaços se espalham pelo ar,

Mil cores se misturam,

Mil maneiras de viver,

Mil maneiras de se matar.

A noite e você



É noite!

Outra vez é noite!

Meu peito chora...

É noite e a noite minha dor é maior.

Tudo se mistura dentro do meu coração aflito,

Grito seu nome em silêncio,

Meu corpo procura seu corpo,

Sinto na boca o gosto dos beijos e das palavras doces.

Ecoam em meus ouvidos nossas promessas de amor,

Nossa jura secreta de sermos um,

Apesar das intempéries, das pessoas e da distância.

Sofrimento e felicidade tornaram se homogêneos,

Saudade e desejo transformaram em solidão,

Só a esperança é fecunda em meu coração,

Tenho certeza que você é meu.

Tenho certeza que meu coração é seu.

Pesadelo ou sonho bom?



Porque preciso sonhar?

Qual é o limite para um sonho?

Até onde posso chegar?

Para qual lugar me conduzirá meus passos?

Devo ser o elo perdido de alguma corrente,

Existe uma força estranha que me impulsiona,

Trilho caminhos que não imaginei existir

E me realizo a cada novo degrau que alcanço.

De novo busco sonhar

E a cada dia um novo sonho me seduz,

Há tanto para fazer,

E tão pouco posso colher.

Será que meu olhar reflete a felicidade que sinto?

Será que algum dia conseguirei interromper essa busca?

Quando estarei segura?

É o meu sonho! É meu o pesadelo!

Desejo



Reencontrei força para viver,

Meus olhos de novo brilham,

Meu coração andava descompassado,

E já posso ouvir doces melodias no ar.

O grande show começa agora,

É o maior espetáculo da Terra,

É atração principal desta noite:

A vida brota em mim.

A fonte do desejo jorra entre meus dedos,

A vida se descortina,

O sol se intensifica,

Sente ciúmes de uma estrela maior.

Há cores e sorrisos,

Há troca e muita paixão.

Que bom que acredito e participo!

Que bom que consegui sobreviver e te esperar!

Minha viva renasce em seu abraço,

Meu corpo vibra e deseja,

O nosso amor é verdade!

domingo, 28 de junho de 2009

Poema que virou canção: Sozinho




to sozinho!Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
O antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus segredos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?


caetano veloso

Composição: Peninha

Poema que virou canção: O amanhã é distante




E se hoje não fosse essa estrada
Se a noite não tivesse tanto atalho
O amanhã não fosse tão distante
Solidão seria nada pra você

Se ao menos o meu amor estivesse aqui
E eu pudesse ouvir seu coração
Se ao menos mentisse ao meu lado
Estaria em minha cama outra vez

Meu reflexo não consigo ver na água
Nem fazer canções sem nenhuma dor
Nem ouvir o eco dos meus passos
Nem lembrar meu nome quando alguém chamou
Se ao menos o meu amor estivesse aqui
E eu pudesse ouvir seu coração
Se ao menos mentisse ao meu lado
Estaria em minha cama outra vez

A beleza do rio do meu canto
A beleza em tudo o que há no céu
Porém nada com certeza é mais bonito
Quando lembro dos olhos do meu bem
Se ao menos o meu amor estivesse aqui
E eu pudesse ouvir seu coração
Se ao menos mentisse ao meu lado
Estaria em minha cama outra vez

Composição: Bob Dylan/Versão: Geraldo Azevedo/Babau

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Replay



Outra vez me invade essa paixão,

Procuro montar nosso quebra-cabeça,

Passar nosso filme,

Rever nossa fala a cada cena.

Será?

E se assim não for?

Mesmo assim será?

Sinto saudades de você,

Desejo beijar seus lábios tão lindos,

Quero tanto voltar àquela cena,

Não quero só assistir e sonhar.

Você abriu caminhos desconhecidos,

Trouxe-me paz e aflição:

Preciso da sua presença para apagar minha solidão.

É noite!

Eu não estou mais aqui,

Ouça minha respiração a seu lado,

Perceba meu corpo buscando o seu para abrigar todo esse amor.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Frações



Perdi um pouquinho de mim,

Sinto que aos poucos estou tirando você de mim,

Por que Já não sou capaz de viver sem o seu amor,

Já não posso ficar sem o seu calor,

Não consigo tirar você dos meus pensamentos,

Você pulsa o tempo todo em meu coração.

O tempo passa e esse amor se agiganta

Com sua fúria indomável,

Abrindo feridas dentro de mim.

Nunca amei ninguém assim

E não posso dominar meus impulsos.

Quero seu beijo terno e apaixonado,

Quero sentir seus braços enlaçando meu corpo no doce abraço,

Que me faz esquecer todo mal que sua ausência me causa.

Só você é o remédio e a luz,

Só você é a sabedoria que me ilumina,

Só você é capaz de me fazer sorrir neste instante.

Depois de nós, nada poderá ser igual,

Somente nosso amor tem o brilho do sol,

A melodia da chuva fina

E o prazer do vento em dias quentes.

Pega – ladrão

Procuro o ladrão do tempo,

Aquele que comanda as horas,

Que faz com que os ponteiros se arrastem

Quando estou longe de você.

Procuro com desespero o ladrão do tempo,

Que faz com que todos os ponteiros acelerem,

Que as horas voem

Quando estou em seus braços.

Procuro com toda vontade

Com toda minha loucura

Com toda insanidade.

Não quero prende – lo

Nem lhe castigar...

Só quero fazer lhe um pedido:

Faça os relógios pararem,

Faça o tempo eternizar

No momento em que o beijo.

Sozinha




Mais um dia termina
E com ele morre meu sonho de vive – lo a seu lado.

Como quero poder ser a sua companhia...

Quero andar de mãos dadas,
Cabelos soltos ao vento,
Sentindo o cheiro da terra molhada,
Ver seu suor escorrendo pela face que amo.

Mais uma noite invade a solidão do meu quarto,
Minhas mãos buscam seu corpo,
Então, a dura certeza, minha cama está vazia.

Não tenho dúvidas,
Não é só um pesadelo,
É a realidade que me faz chorar pelo que não podemos ser.

Às vezes pergunto-me se há amor maior do que o daqueles que amam em segredo?
Se meu pensamento, se todo meu sentimento, se toda minha emoção,
Sente a falta que você me faz,
Precisa mais?

Dor




Estou sozinha, presa dentro da tristeza.
Sinto uma mistura de sentimentos,
Mas, sem dúvida predomina a dor.
É dilacerante, fere e rasga meu coração.

Já não estou segura, parece que me falta o chão,
Olho as pessoas a minha volta,
Todas me parecem tão iguais, tão comuns,
Presas em seus “pré – conceitos”,
E em suas falsas virtudes.

Procuro em vão aquecer meu coração solitário,
A sua ausência é a arma que me fere.
O seu beijo, a doença que não tem cura.
A lembrança de seu abraço, a única razão para estar viva.

Nos olhos, no sorriso e no coração,
Estampados estão à dor que sinto em mim.

Nada dói mais do que ver a vida passar em minha vida;
Nada é mais cruel do que amar e não poder possuir;
Nada é pior do que fingir que meu coração não percebe o descompasso que causa no seu.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dúvidas




Porque tenho que ficar longe de você,
Se minha boca quer sua boca,
Se meu corpo deseja seu corpo,
Se meu coração bate descompassado sem você?

Porque tenho que omitir esse sentimento?
Tenho vontade de gritar ao mundo que amo você,
Tenho a sensação que sou um outdoor ambulante,
Onde se lê que eu só amo você.

Porque tenho que esperar para ter você,
Se a vida escapa entre meus dedos,
Se o tempo passa,
Se eu preciso tanto de você aqui?

Porque será que você existe em mim?
Por que não consigo virar nossa pagina e continuar minha historia?

A verdade eu conheço...
Mas, toda humanidade desconhece nossos motivos,
Nossos sonhos e as loucuras que fizemos.
Por que não podemos publicar esse amor?

Veredas estranhas




O destino me separa de você,
Nossos caminhos não se cruzam,
Caminhamos lado a lado,
Mas, em ponto algum há interseção.

Parece que movem céus e terras,
Todas as forças nos afastam,
Tenho você ao alcance das mãos
E dentro do coração.

Cada dia nosso é mais um ato de coragem do que de amor.
Em cada raio de sol há esperança,
Com a chuva vem a saudade...
Desse tempo que nunca houve. Houve?

Sou terra, você é rio,
Passa por mim, entre meu leito,
Percorre toda caminhada,
Mas, seu tempo é esse não pode parar.

Deságua no mar o amor que é meu,
Conhece caminhos que desejei lhe mostrar,
E em segredo sonha meus sonhos,
Rouba-me a chance de amar.

Julgamento



Senhores jurados,
Digo algo em minha defesa:
- Eu amo esse homem...
Amo com todo o amor!
De todas as formas possíveis!

Amo seu jeito irreverente,
Amo seu beijo,
Amo seu jeito de me tocar
Sem pressa, com ternura.

Senhores jurados,
Se nunca amaram assim, então, peço lhes a pena máxima,
Eu não me importo, apenas escutem meu grito insano:
- Eu amo esse homem.

Ele é o meu maior pecado e minha única virtude,
Ele me faz cometer loucuras e acertos,
Ele me leva por caminhos sinuosos e belos,
Ele me embriaga com seu amor.
Ele, só ele, me faz feliz

Solidão




Não sei por que o frio percorre meu eu,
Sinto que não é um vazio,
É apenas uma vontade imbecil:
- Ser feliz e sonhar.

Me solto inteira em busca do sonho,
Num lance inédito, vôo...
E rumo ao infinito
Vejo o cosmo e bebo o mar.

Na ilusão de viver meus sonhos,
Saio à procura da felicidade.
Ando por todos os lugares
E a encontro sempre dentro de mim.

Não corro; apenas assisto
A vida que passa na minha janela,
O homem, o menino, o cão,
A chuva, o vento e o nada.

A cada hora perdida um sonho se apaga.
E na luz que emana deles,
Acordo com a impressão de não viver.

Amar




Para falar de amor é preciso amar:
Amar a todos que passaram,
Amar a todos que ficaram,
Amar quem está por vir.

O amor não é passageiro,
Ele nunca há de passar.
Às vezes por sofrer,
O amor apenas se torna indiferente.

Então, a dor que vem desse amor,
Torna se amena, branda, suave.
Mas, o amor continua existir,
Lá no fundo, em segredo.

E por mais que cicatrize,
Vez por outra ela lateja,
Traz à tona as lembranças
E apunhala o coração desavisado.

Por átimos pensamos estar livres,
Mas o amor nos faz prisioneiros,
Está agrilhoado no coração
E um dia ele acorda e ruge.

Sonho – realidade


De volta estou a esse sonho,
Encantada, alucinada, voraz,
De volta estou à vida,
Alegre, dinâmica e feliz.

O sol me despertou do pesadelo,
Lá fora brilha a vida,
É primavera, há flores e pássaros.
Ainda vive a esperança.

Em cada ser posso ver o desejo,
A coragem para vencer,
O dom de cantar a própria sorte
E a magia de amar sem medida.

É um sonho bom!
É um sonho verdadeiro!
É um sonho ou a realidade?
É a realidade!

Partida





Nada pode roubar de mim
essa imensa vontade de voar,
De ser livre, de não ser racional,
De querer ver só a beleza.

Dentro de mim existe um oásis,
É o crime perfeito,
Ninguém pode chegar até ele,
Nem conhecer meus segredos.

A vida que aí está,
É fria, sofrida, sem cor.
Em mim ela é calor,
Amor, aventura e poesia.

Agora! Já! Neste instante!
Me solto, lanço-me, decolo,
Vou livremente à procura do que não tenho,
Desejo não retornar.

Alerta




Lá fora o povo faz festa,
Ouço suas canções alegres,
Sinto o compasso e o ritmo,
Acho que dançam, esforçam - se.

Em cada rosto vejo uma máscara,
No peito corações aflitos,
Nas mãos os calos da luta
E a fé de quem acredita.

As risadas abafam os soluços,
Esquecem se da fome, da dor.
A esperança cresce, ilusão.
No outro dia a verdade.

Aqui dentro brilha a vida...
Ainda que mal vivida.

Eu sozinha, sonho...
Esqueço que estou viva.

Sem Você


Sem Você

Sem você todos os caminhos são longos,
A estrada perigosa, irreal.
Sem você a noite é só uma noite a mais,
Escura, sombria, impotente, sem magia.

A lua se esconde, não brilha,
E as estrelas parecem tristes,
Os pássaros entoam cantos de dor,
As flores não exalam perfume algum.

Longe de você o tempo se arrasta,
Os ponteiros perdem a pressa,
O sol se firma no céu,
A noite não vem não começa novo dia.

Sem o seu calor meu coração, pulsa,
Mas, não há vibração.
O seu gosto me faz falta,
O seu cheiro me embriaga,
Mas, você não está aqui.

Paixão




Um dia, de repente, desejei você,
Senti um fogo ardente, viril,
Não me assustei com sua fúria,
Abri minhas janelas, deixei entrar...

As labaredas percorreram veias e artérias,
Amor insano, sem medida,
Devassador, imprudente, pueril,
Fiquei estática. Recuei...

De novo e a cada dia,
Outra noite, outro dia,
Estradas sem rumo,
Caminho incerto, lucidez.

Tento agarrar as chamas,
Minhas mãos não se queimam,
Tenho o controle, tenho o poder,
Falta-me o elo.
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