segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tempo de sorrir.






Veio o tempo de abraçar-te
Foi breve, mas gravou cicatrizes profundas.


Vivemos tempo de afastar-nos, de esperar, de sonhar com o reencontro.
Aproveito essa distancia para amá-lo do meu jeito.
Aproveito para buscar o melhor de mim,
Para aperfeiçoar-me, purificar-me na dor,
Doar-me sem quantia e sem medida.




Sei claro que sei que haverá aborrecimentos.
Que bom!
 Detesto  a certeza de que tudo pode ser para sempre ou nunca mais.




A sua presença é  para mim tempo de receber  gotas de paz,
Doses maciças de felicidade e sonho...
E sua ausência e a distancia meu tempo de guerra e solidão.


Nesse universo gigantesco, haverá tempo para nós.
Nessa vida agrilhoada por tanta repressão haverá tempo para vivermos o amor que temos.




E neste tempo, juntos,
Esqueceremos esse tempo de sofrer,
Tempo escuro, tempo de pranto.
E o sol iluminará nosso tempo de amar.



Feliz aniversário, meu amor!








É o seu aniversário...
Como quis poder cantar pra você a canção antiga.
É a comemoração da vida!
É dia de vitória, e outra vez não posso ir ao seu encontro.


Seu aniversario não é apenas um marco no calendário,
Pra mim é a própria seiva da vida,
Escorrida entre meus dedos, 
Exalando, evaporando se longe de mim.

Como sinto ciúme disso tudo!
Como sinto raiva! Como sinto nojo!
Como sinto inveja das pessoas ao seu lado!
Sinto tanto, meu amor!

Outro ano de duras batalhas,
Outro ano de solidão se arrastou lentamente,
Outro ano de trabalho,
Outro ano de vida longe de seu calor.

Tudo passa menos essa dor de amar.
Tudo é vitória, menos essa triste solidão.
Parabéns para você,
Parabéns para nós dois.
Vencemos mais um ano de espera.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Acima de tudo o Amor



“Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor.” ( 1 Cor, 13, 13)

Nunca se tem o verdadeiro tempo
Para quem se diz amante.
Parece que o esquecimento
É muito mais importante.

As obrigações,
O trabalho,
Os estudos
- tudo
É sempre mais urgente
Que a pressa de amar.

Talvez seja outro romance
Talvez não seja em mim
Que pense, quando há tempo para isso.

Talvez seja preciso
Uma outra necessidade alimentar.

Não é egoísta o Amor
Mas por que vivo tão sozinha?

Hoje não há mais tempo para o Amor
Que tornou-se um frouxo compromisso
E sempre pode ser adiado.

Infelizmente, para minha derrota,
Não comungo esse desprezo pelo Amor.
Infelizmente, me ensinaram a amar
Acima de todas as coisas.


de Jaquelyne de Almeida Costa
Petrolina - PE - por correio eletrônico

O amor!



Hoje preciso de um bom sonho
Preciso que você esteja sempre aqui
De meu lado pra sentir, meu calor.
E no doce imenso de teu beijo
Eu possa entender,
Mas nunca esquecer,
Que as flores são belas
Enquanto novas.
E em você descobrir
A intensidade,
A virtude,
A mulher,
De sorriso fácil
De gênio complicado
Mas amável,
Sensível, amargo
Quando esquecida.
E em qualquer estação
Está sempre, disposta.
A um sentimento
Incompreensível,
Inconsequente,
Irrestrito,
E ele absorve, em nós,
Saudades, desejos, sonhos,
Afetos,
Forças
Fazem-nos vítimas felizes
O amor!


de Roberto Carlos de Souza Neves
Posse - GO - por correio eletrônico

Mar em Fúria



Turbilhão de emoções
Vento forte, lindo horizonte
Busco agora o fogo da paixão
Não bebo mais amor da fonte.

O que dizem da paixão?
Que ela antecede o amor
Pergunto o que será do desejo
Quando acabar seu ardor.

Amor sereno, amor discreto
Suave amor, amor maduro
Tantos adjetivos para esconder
Aquilo que acaba obscuro

Compara a paixão ao mar em fúria,
Forte, louco, avassalador.
O que seria dos corpos sem luxuria
Sem água, suor, fervor.

Busca desmedida pelo sentir
Ânsia louca ao ver-te passar
Pressa ardente a me consumir
Morro, se apenas me olhar...

Lábios que se movem a ti,
Como a onda que beija a praia
Boca ardente a me consumir,
Como um corpo que cai, desmaia...

Olhos que se fecham para o toque
Pele que enrijece de prazer,
Boca que se abre para a morte
Pressa, em desfalecer...

Perfume do desejo insaciável
Alucino ao sentir teu cheiro,
Química perfeita inexplicável
Entrego-me sem pudor, inteiro.

Dança frenética, inexorável
Ritmo, corpo e mente
Horizonte azul inexplicável
Céu de barro, pele fervente.

Tempestade de desejos
Corpo em fúria a querer
Saciedade nos teus beijos
Alucinações de prazer.

Depois de tudo a calmaria
O doce balanço do mar,
Suavemente o corpo desliza
Esperando nova tempestade chegar...


de Márcia Noronha

por correio eletrônico

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O que é sonhar?



Sonhar...

Viver...

Querer...

Ah! Doce insanidade!

Paixão...

Ilusão...

Dor...

Ah! Doce maldade!

Saudade...

Ausência...

Reencontro...

Ah! Doce segredo!

Beijos...

Caricias...

Amor...

Ah! Doce sentimento!

Medo...

Sorrisos...

Aventuras...

Ah! Doce sonho meu!

Loucuras...

Palavras...

Confidencias...

Ah! Doce cumplicidade!

Sentidos em alerta máxima

O amor quando nasce no peito apavora,

Desajeita o coração.

Vem carregado de energia,

Dá vida, alegria e mexe com todos os sentidos.

O olhar fica doce, tão carente,

Sentir o toque nos faz delirar.

O gosto do beijo é tão puro,

O cheiro da pessoa amada embriaga e embala.

A voz do amor é uma doce canção,

Tudo fica mais belo.

Há brilho e muitas cores,

É festa! É inocência!

Mas, se o amor se for,

Tudo ficará escuro, negro como a noite,

Frio como um iceberg.

E certamente, noutro dia, acordaremos,

Completamente prontos para o amor

Recomeçar sempre...


Não posso ser forte como querem,

Quero ter o direito de ser frágil,

Preciso de alguém cuidando de mim,

Sentir-me protegida e amada.

A vontade que tenho é de ficar escondida,

Trancada em um cofre,

Estar longe de tudo,

Não pensar em nada.

Tudo perde o valor neste momento,

Só me interessa agora ser feliz,

Vou buscar o que me falta,

Quero poder chorar a minha dor.

Na boca o gosto não é mais doce,

É tanto sofrimento que nasce o desespero em meu coração.

E uma tola vontade acorda de seu sono profundo,

O desejo de ser criança outra vez.

Insegurança

Temo perder você,

Não só por que você é especial.

Mas, por que a seu lado me sinto totalmente feliz.

Tenho medo de não ter suas mãos entrelaçadas as minhas,

Não possuir seu corpo que é o meu oásis,

Temo não ouvir sua voz suave dizendo:

Eu também te amo!

Temo acordar de repente desse sonho lindo,

Temo não suportar a dor de viver sem o seu amor,

Temo não encontrar motivos para lutar e viver.

Por que fui deixar a correnteza me arrastar?

Agora, só você poderá ser o meu amor para sempre.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tempo


“ Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu! Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir, tempo de abraçar e tempo de afastar-se. Tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e de paz.” Eclesiastes, 3.

Você surgiu no tempo certo

Tempo em que renasci e me enchi de esperança outra vez

Tempo de secar as lágrimas

Tempo de sorrir.

Veio o tempo de abraçar-te

Foi breve, mas gravou cicatrizes profundas.

Vivemos tempo de afastar-nos, de esperar, de sonhar com o reencontro.

Aproveito essa distancia para amá-lo do meu jeito.

Aproveito para buscar o melhor de mim,

Para aperfeiçoar-me, purificar-me na dor,

Doar-me sem quantia e sem medida.

Sei claro que sei que haverá aborrecimentos.

Que bom!

Detesto a certeza de que tudo pode ser para sempre ou nunca mais.

A sua presença é para mim tempo de receber gotas de paz,

Doses maciças de felicidade e sonho...

E sua ausência e a distancia meu tempo de guerra e solidão.

Nesse universo gigantesco, haverá tempo para nós.

Nessa vida agrilhoada por tanta repressão haverá tempo para vivermos o amor que temos.

E neste tempo, juntos,

Esqueceremos esse tempo de sofrer,

Tempo escuro, tempo de pranto.

E o sol iluminará nosso tempo de amar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Noite gelada






Inverno ...
A noite, abruptamente apressada
Abocanha o tênue fiapo do dia moribundo,
Que vencido se entrega aos seus goles vorazes.
Esta, vaidosa e prepotente
Nos domínios da vida, escurece.
Apesar do seu frio lancinante
Quegelam almas e sentimentos
Nos apetece a visão estonteante
De galáxias cintilantes.
Tem a magia ainda que, instantes
Aflorar nossos sonhos, fantasias.
Meu corpo gelado, tiritante
Inconscientemente te deseja
Envolvendo-me de amor
Que do ardor me aquece.
E esta profusão de sentimentos
Me esquece a distância
E o teu amor me basta.

jarossi

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Floresta virgem




Adentrei na floresta dos meus sonhos.
A mais bela árvore que encontrei
Verdejante, exuberante, era você.
Árvore do fruto proibido
Para todos, não para mim.
Floresta de chão umedecido,
Tantas folhas de um tempo esquecido
Amontoadas, apodrecidas
No chão não maculado.
Árvore que aspiro, ansioso
Dos teus ares, teus perfumes.
Meus ciúmes tocam suas folhas
E brincam em teus galhos
E, abraçando o teu tronco
Me sirvo da seiva do teu pudor.

Por: Jarossi

Amor nas nuvens





Contemplo-te, maravilhosa
Neste belo céu azul,
Deitada em nuvem branca
Enfeitada, cor-de-rosa.


Sol, afaste teus rais de luz
Da face do meu amor,
E não derreta esta nuvem
Prá não fugir minha amada.


Quando chegar a noite,
Teu brilho próprio te mostra
Mais bela que a própria lua,
E eu choro da minha rua.


Desejo morrer de amor`
Prá subir até você,
Enquanto vivo está longe
Tua alma da minha dor.

Por: Jarossi

terça-feira, 28 de julho de 2009

A àguia que habita em mim



Sinto me uma águia ultrapassando fronteiras,
deslizando entre o céu, sem limites,
sem barreiras.

Sou a águia sorrateira,
de voo rasante
de garras afiadas,
a rainhadas alturas,
impiedosa e guerreira.

Águia eu sei que sou...
Nos confins das tardes ,
sou a ave cobiçada,
de olhar fascinante,
que voa alto ,
e não pode ser
alcançada.

Sou a águia audaz, de olhar esperto,
penetrante e disperso guiada pelo destino
carrego em meu peito um coração partido,
mas consciente da minha grande liberdade.

Águia de aço eu sou,
livre ,
amiga,
feliz,
mulher!

Abraçados




Abraçados, corpos nús,
Apertados, se transpassam
Visíveis à meia luz,
E seus ólhos se fecham.

Todos os sentidos, de vez
Se fundem num só sentido,
Vislumbram um átimo de céus
Neste amor endoidecido.

Momentos de eternidade,
Sublimes de dor que goza
Prazer incomensurável
De gêmeas almas afins.

E neste vai-vem galopante
Se perdem além do infinito
E se descobrem, molhados de amor,
Por um murmurante grito.

Poema do amigo poeta Jarossi

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Voem, versos meus, voem!




"Voe... verso meu voe!


Siga a liberdade e sinta o sabor do vento...

Eu não penso

No que sinto,

eu apenas sinto e escrevo.

Sei que as palavras
São sabias ...

Expressam o sentimento agrilhoado

E hoje a brisa me leva

A lugares onde minhas
palavras não se fazem presente

por simples arrogancia...

Meus versos são uma forma
Proibida, mas arrisco-me.


E assim escrevo sobre esse amor e
Sopro meus versos de amor até você.

Sem esquecer de você

Como te esquecer
se esse meu querer
alimenta meu corpo
e só me dá prazer?

Esquecer de mim
pra lembrar você?

Do seu jeito gostoso
desperta o meu querer
pra esse amor ardente
só me dá prazer;
esqueço de mim
me perco em você,
viver o encanto
germinar,
ser verbo
fazer-nos carne,
"pecado",
fruto e semente.
Só me dá prazer
embriagues e paixão,
Esquecer de mim
omitindo solidão
prá lembrar de você
que habita meu coração.

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